segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

AH!, MEU CARO WATSON.

Totalmente repaginado para a nova geração, Sherlock Holmes surpreende em seriado britânico.

Descobri Sherlock Holmes por volta dos meus 14 anos. Li "O Cão dos Baskervilles" e imediatamente li livros atrás de livros até finalizar a coleção do maior detetive do mundo. Tudo nas histórias criadas por Sir Conan Doyle me encantava: a personalidade excêntrica do personagem principal, o clima sobrenatural desmistificado com a solução do caso, o contexto britânico do início do século e, é claro, a inteligência excepcional do detetive. 

Por esses motivos que, quando fiquei sabendo de uma série televisiva que mostrava o famoso investigador nos dias atuais, torci o nariz, provavelmente como todo fã mais tradicional do detetive. Minha sorte, contudo, foi não ter sido tão teimoso e ter dado uma chance à produção. 

Preciso destacar os aspectos pelos quais vale a pena conferir o seriado. Primeiramente, temos todo o universo do senhor Holmes no contexto atual: Watson, o fiel companheiro de Holmes, é ex-militar (como nos livros) mas desta vez serviu no Iraque; ao invés de escrever os livros narrando as aventuras de Sherlock, ele atualiza seu blog. Sherlock Holmes utiliza todo aparato tecnológico dos dias de hoje para resolver seus casos e o o ritmo do seriado é mais ágil e urgente, resultados de uma edição caprichosa.

No que diz respeito aos episódios, é necessário ressaltar o formato não tradicional: no lugar de uma temporada com vários episódios de cerca de quarenta minutos de duração (o comum ao se tratar de dramas policiais), temos três episódios longa-metragens por ano de produção, cada um abordando, de forma adaptada mas sem perder a essência, um romance do detetive. Assim, da mesma nameira que "Um estudo em vermelho" inaugura as aventuras literárias do investigador britânico, "Um estudo em rosa" é o episódio de estreia da produção televisiva.

Andrew Scott interpreta, brilhantemente, o vilão James Moriarty. 
Outro grande acerto são os atores. Benedict Cumberbatch está excelente em sua interpretação de Sherlock Holmes e Martin Freeman nos entrega um ótimo Dr. Watson. Contudo, é Andrew Scott quem rouba a cena com o vilão James Moriarty: o grande trunfo da série. Manipulador, psicótico, genial e claramente insano, não há como não se empolgar com as armadilhas que ele tece ao redor do protagonista.

De tempos em tempos, surge um seriado que vem para "ressucitar" um gênero televisivo e "Sherlock" traz vida nova ao atual panorama do drama policial dominado por C.S.I. e seus spin-offs. Uma das melhores séries em produção atualmente, as investigações do mundialmente conhecido detetive merecem um olhar mais atento, principalmente por parte dos produtores da Warner Bros, que insistem na ideia de nos fazer aceitar o palhação do Homem de Ferro sem sua armadura como o novo Sherlock.

Sherlock Holmes da BBC teve duas temporadas produzidas, totalizando 6 episódios. A terceira temporada está prevista para o final de 2013. No Brasil, o seriado é exibido pela BBC HD. Os boxes com as duas primeiras temporadas podem ser encontrados nos maiores sites de compra.

sábado, 13 de outubro de 2012

CHRIS CARTER: GÊNIO OU SORTUDO


O último episódio de "Twin Peaks" foi ao ar em 10 de junho de 1991. Série criada por Mark Frost e David Lynch, causou furor na TV americana com suas esquisitices e a famosa pergunta "Quem matou Laura Palmer?". Foi um enorme fenômeno, mas após seu término (na fraca segunda temporada), o gênero bizarrices/suspense caiu no ostracismo absoluto.

Foi então que um surfista californiano chamado Chris Carter, inspirado pela série "Kolchak e os demônios da noite", criou o maior fenômeno televisivo dos anos 90: "Arquivo X" ("The X Files" e "Ficheiros Secretos", em Portugal). Para se ter uma ideia, em todas as listas dos melhores seriados de todos os tempos, "Arquivo X" está sempre presente. Vamos aos números: na lista dos 100 melhores seriados da revista Monet (distribuída aos assinantes da Net), a série está em 13º lugar. Quando a revista britânica Empire elegeu os 50 melhores seriados, "Arquivo X" ocupou a 9ª posição. O episódio mais assistido da série, de sua quarta temporada, foi acompanhado pelo impressionante número de 30 milhões de telespectadores.

Inicialmente, anunciou-se que "Arquivo X" terminaria em torno de sua quinta temporada. Esse prazo estendeu-se então para o 7º, 8º e finalmente, 9º e último ano de produção do programa, principalmente devido ao fato de Chris Carter não conseguir emplacar outro sucesso para a Fox. Chris Carter criou, no total, três seriados, e Arquivo X, finalizado após nove anos no ar, continuou como seu maior sucesso. 

Dentre todos os mistérios, conspirações e perguntas lançados nas tramas de seus seriados, o que realmente fica sem explicação é: como suas séries, tão inteligentes, bem escritas e bem produzidas, não tiveram boa aceitação do público? 

Arquivo X (1993 - 2002)
Dana Scully, formada em medicina e agente do FBI, é designada à misteriosa divisão da agência de investigação chamada "Arquivo X", cujo objetivo é resolver casos dados como sobrenaturais e que ficaram em aberto por falta de evidências. Conhece Fox Mulder, agente obcecado por essas investigações após ter presenciado a abdução de sua irmã. O papel de Scully é descredenciar as afirmações sobrenaturais de Mulder e provar, à luz da ciência, que tudo pode ser explicado. A natureza oposta dos protagonistas - o crente e a incrédula, a fé e a religião, a imaginação e a razão - cria uma excelente química entre os personagens que, aliada ao fato dos produtores não se preocuparem (inicialmente) em investir no romance, faz com que o seriado se torne um sucesso absoluto. A série ainda rendeu dois longas no cinema (e pode ter certeza que um terceiro surgirá) e sua música tema já entrou para a lista de temas clássicos da cultura pop. A série ficou famosa pelas suas frases de impacto ("A verdade está lá fora", "Não confie em ninguém", "Eu quero acreditar")  e por símbolos que seus roteiristas colocavam em episódios: horas e códigos numéricos recorrentes em seus episódios. Tudo para brincar com o telespectador. Outra característica da série é que seus produtores não tinham medo de matar personagens; claro que sabíamos que os protagonistas jamais morreriam, mas todos os outros estavam em cheque - como aprendemos, surpresos, no final da primeira temporada. "Arquivo X" também foi pioneiro na internet: por ter surgido no momento que a internet começava a ser utilizada pelo grande público, foi um dos primeiros seriados a acalentar fóruns de discussões, salas de bate papo e a criar comunidades online de fãs que, logo após a exibição de um episódio, enchiam a rede de comentários e teorias. Isso tudo pode parecer muito normal hoje, mas imagine isso há quase vinte anos...



Millennium (1996 - 1999)
Frank Black, ex-agente do FBI tem um dom (ou maldição): ele é capaz de ver flashes do que o assassino viu ou fez na cena de um crime. Frank é contatado por um misterioso grupo (o Millennium do título) que tem como objetivo lutar contra o mal e preparar a humanidade para a passagem do milênio. Uma espécia de "O Silêncio dos Inocentes", o seriado tratava semanalmente de crimes brutais, discussões religiosas e da eterna batalha entre o bem e o mal (aqui, de uma forma mais explícita, mencionando demônios, anjos, salvação de almas, passagens religiosas etc). Um seriado muito mais denso e sombrio que "Arquivo X": seus episódios eram sempre iniciados com trechos bíblicos, sua abertura trazia mensagens como "O fim está próximo", "Desespere-se", "A hora é agora", os casos investigados incluíam pais que matavam ou abusavam de seus filhos, professores que abusavam de seus alunos, e muitos, muitos, psicopatas. Após uma primeira temporada de sucesso, precisou ser amenizado para ter uma maior aceitação pelo público geral. Apesar de muito elogiado, sua seriedade e obscuridade fizeram com que a série fosse cancelada em seu terceiro ano. Melhor assim, pois apesar do fim prematuro, os episódio mantiveram um nível de qualidade até seu episódio final.



Harsh Realm (1999)
O tenente americano Thomas Hobbes  estava prestes a se aposentar quando é chamado para uma última missão: entrar no programa virtual de treinamento de guerra chamado "Harsh Realm" e capturar Santiago, um sargento que se escondeu dentro da simulação quando descobriu que poderia dominar todo aquele mundo virtual e, a partir de lá, influenciar o mundo real. Hobbes acaba ficando preso dentro de Harsh Realm, e, junto a outros ex-soldados fugitivos, tenta derrotar Santiago e escapar do mundo virtual. A série, embora muito bem produzida e muito bem escrita, foi cancelada abruptamente após a exibição de apenas três episódios devido a baixos índices de audiência. O canal pago americano FX comprou os direitos para exibir os 9 episódios que já estavam prontos e a série ainda ganhou fôlego, embora breve, no lançamento de um box com os episódios produzidos. 





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

NOVE SÉRIE: REVOLUTION

Nova série de J. J. Abrams estreia e a dúvida surge: novo Lost ou novo fiasco?



J. J. Abrams sofre da mesma síndrome que Chris Carter: entrou para o triste grupo dos criadores de seriados que, após um excelente trabalho, não conseguem emplacar um segundo sucesso. Claro, que no caso do sr. Abrams, a coisa não foi assim tão repentina. Sua primeira série foi "Felicity" (1998 - 2002): drama adolescente sobre jovem que após finalizar o colegial baseia em seus hormônios sua decisão sobre qual faculdade frequentar - ela escolhe a mesma universidade para a qual seu interesse vai. A série fez sucesso e abriu caminho para "Alias" (série de ação, cheia de reviravoltas e que, devido ao sucesso, contou com presenças ilustres como a de Tarantino, que escreveu e atuou em dois episódios). "Alias" (2001 - 2006) durou cinco anos, e quando estava começando a cambalear (por volta da quarta temporada), J. J. engatou "Lost" (2004 - 2010). Sucesso absoluto que durou 6 temporadas, gerando polêmicas por tantos mistérios e poucas respostas (ele não aprendeu com o erro de Chris Carter). 

Após o término de "Lost", sua carreira televisiva entrou em declínio: "Fringe" (2008 - 2013), sobre uma divisão especial do governo que investiga casos ligados à ciência de borda, está em seu quinto e derradeiro ano e oscila entre renovação e cancelamento desde a segunda temporada. "Alcatraz", thriller policial sobre o desaparecimento de todos os presos da famosa prisão e seu retorno, décadas mais tarde com a mesma aparência, não sobreviveu a uma temporada completa. "Undercovers" (2011) trazia um casal aposentado da CIA que decide voltar à ativa por sentir falta da adrenalina; cancelado sem ao menos terminar sua primeira temporada. A única série pós-Lost que rendeu bons frutos foi "Person of interest": sobre um milionário que desenvolve um software capaz de prever a identidade de pessoas relacionadas a crimes hediondos sem, no entanto, revelar se a pessoa será vítima, agressor ou testemunha. Cabe aos personagens principais descobrir e impedir o crime. Série redondinha, mas sem o apelo nerd de "Lost".

"Revolution" é mais uma tentativa do produtor/diretor/roteirista de alcançar o mesmo status que teve seu maior fenômeno. O piloto nos relembra sobre como dependemos da eletricidade para tudo: comunicação, transporte, hobbies etc. Em uma noite, aparentemente sem motivo algum, perdemos a energia elétrica. Não só ficamos sem luz, mas nada mais que gera energia funciona: carros, aviões, pilhas... Repentinamente as luzes se apagam, os carros param, os aviões caem. Corte para 15 anos mais tarde, numa sociedade sem governo, controlada por milícias, onde as pessoas fugiram dos centros populosos e se reclusaram em pequenas vilas e cidadezinhas. Você não tem como se comunicar com seus familiares e amigos pois não há telefones, celulares, computadores. Todas as memórias de sua vida, que você tão cuidadosamente deixou em um CD, pen drive ou mesmo no Iphone, não são mais acessíveis. Isso sem mencionar as implicações nas áreas da saúde, alimentação, economia e por aí vai.

Os mistérios da série giram em torno do motivo do apagão ter ocorrido, do pen drive que Miles Matheson (o pai da personagem principal) conseguiu salvar com dados importantes segundos antes do apagão e da misteriosa personagem que possui eletricidade em sua casa e que se comunica com outra pessoa pelo computador.

Alguns fatores limitam um pouco o seriado, como o fato da personagem principal ser muito jovem e imatura para ter apelo aos adultos e a questão da produção investir em um romance "proibido" entre ela e um jovem soldado da milícia. Por outro lado, a premissa é interessante e os dois primeiros episódios mostraram um cuidado especial da produção.

Agora só uma observação: enquanto fazia esse post, a energia caiu umas cinco vezes. Será? :)

domingo, 12 de agosto de 2012

NOVA SÉRIE: ARROW

Mais um personagem da DC tenta a sorte nas telinhas.



Com o grande sucesso da já encerrada Smallville, vez ou outra surge um projeto com um herói da DC para a TV. A série que conta as aventuras do jovem Clark Kent trouxe vários personagens da editora em participações especiais e instigou os fãs com a possibilidade desses heróis aparecerem em seriados solos. 

Depois de vários boatos, Oliver Queen, o Arqueiro Verde, finalmente ganha sua produção. A sinopse inicialmente divulgada inspira-se, aparentemente, em Arqueiro Verde: Ano Um. Entretanto, ela deixa clara a intenção do canal de recriar um novo Smallville

“Depois de um violento naufrágio, o playboy bilionário Oliver Queen [Stephen Amell] desapareceu por cinco anos. Dado como morto, ele é descoberto numa remota ilha no pacífico. Quando ele retorna para sua casa, em Starling City, sua devota mãe Moira [Susanna Thompson], sua amada irmã Thea [Willa Holland], e seu melhor amigo Tommy [Tommy Merlyn, feito por Colin Donnell] lhe dão as boas-vindas, mas sentem que Oliver mudou muito pelo tempo que passou na ilha.
Enquanto Oliver esconde a verdade sobre o homem que se tornou, ele desesperadamente sente necessidade de reparar suas atitudes que tomou quando era apenas um garoto. Mais importante, ele busca reconciliação com sua antiga namorada, Laurel Lance [Katie Cassidy].
Durante o tempo em que começa a se reconectar com as pessoas mais próximas de si, Oliver secretamente cria a ideia de Arrow — um vigilante — para consertar os erros de sua família, desafiar os males da sociedade, e restaurar Starling City para sua glória. De dia, Oliver faz o papel do rico e despreocupado galanteador que era — sempre flanqueado por seu chofer/guarda-costas John Diggle [David Ramsey] –, enquanto guarda cuidadosamente a identidade secreta que esconde sob a escuridão.
No entanto, o pai de Laurel, o Detetive Quentin Lance [Paul Blackthorne], está determinado a prender o vigilante que opera em sua cidade. Enquanto isso, Moira, a própria mãe de Oliver, sabe muito mais sobre o naufrágio do que parece — e é muito mais impiedosa do que ele poderia imaginar.”

O primeiro episódio vai ao ar em 10 de outubro.Confira o vídeo promocional lançado:


sábado, 4 de agosto de 2012

WACTHMEN ANTES DE WATCHMEN

"Before Watchmen" chega com a promessa de reviver o universo criado por Alan Moore e Dave Gibbons em 1988.

Negar a importância de Watchmen para as histórias em quadrinhos é o mesmo que negar a importância dos Beatles para o rock. Você só tem o direito de fazê-lo se for um total ignorante. Obra de Alan Moore (roteiro) e Dave Gibbons (arte), Watchmen surgiu no final dos anos 80, período no qual os heróis, principalmente os da DC Comics, seguiam um padrão maniqueísta de conduta. A graphic novel chega então lançado a pergunta: o que aconteceria se pessoas normais, com seus anseios, falhas de caráter, crises, vaidades, contradições, repentinamente se vissem como super heróis? Partindo do ponto que os heróis são realmente humanos, em toda a essência dessa definição, Moore e Gibbons criaram uma história que desconstruía os heróis e suas roupas colantes, ao mesmo tempo que se discutia sistemas caóticos, religião, metafísica e etc. Alguns amaram. Outros odiaram.

Portanto, quando a DC surgiu com o projeto "Before Watchmen", com o objetivo de contar a história antes de Watchmen, não só o público mas também os criadores da obra original ficaram divididos. De um lado, Moore acusando o ex-parceiro de ter se vendido à editora e perdido o foco do trabalho pela arte. Do outro, Gibbons querendo dar continuidade (ou "inicialidade") à obra. Não só Alan Moore fez questão de não se envolver com o projeto como também declarou a quem quisesse ouvir que era contra sua realização e que quem fosse realmente seu fã não deveria sequer comprar as edições. Não adiantou muito. A DC Comics está publicando os acontecimentos anteriores a Watchmen há cerca de dois meses. Como ainda não há previsão da chegada das edições em terras tupiniquins, recorri ao bom e velho torrent para ver como o projeto tem se desenvolvido.

  

MINUTEMEN #1
Quando os heróis começaram a surgir em vários cantos do planeta no universo de Watchmen, alguns deles decidiram se agrupar e criar o primeiro grupo de combate ao crime. A primeira edição conta como o grupo se reuniu e um pouco da origem de cada, a partir do ponto de vista do primeiro Coruja. Por enquanto, nenhuma novidade para quem leu Watchmen.


ESPECTRAL II (SILK SPECTRE) #1
De longe, o exemplar mais fraco da nova saga. Foge totalmente do universo dos heróis e foca mais no desenvolvimento pessoal da adolescente Laurie Juspeczyk, entre amores juvenis e crises maternas. A arte leva traços de mangá e em determinados momentos parece uma revista para garotas. Se vai melhorar, só nos resta torcer. E muito.

COMEDIANTE (COMEDIAN) # 1
Derruba um pouco a imagem causada pelo personagem em Watchmen e suaviza suas falhas. A primeira edição nos mostra uma perda importante para Blake o que o pode ter levado a se tornar o homem amargo e um tanto desprezível que conhecemos na obra original.

   




CORUJA II (NITE OWL) #1
Uma espécia de Batman, assim como ele nos é apresentado na minissérie de Alan Moore. Aqui, acompanhamos um pouco mais de perto a transição entre o Coruja I e o II. No entanto, mais uma vez é uma história que já foi pincelada em Watchmen e não chega a ser uma grande novidade. Vale a pena esperar pelos próximos números porque o personagem promete.

OZYMANDIAS #1
Até então a melhor edição: nos mostra a origem do "herói" de forma detalhada. Embora sem muita ação (como todas as edições, por enquanto), a narrativa consegue prender o leitor na busca de Adrian enquanto ele se educa para ser o homem mais inteligente do mundo. A arte da edição merece destaque pelo capricho apresentado.  

Embora a grande expectativa seja em relação às edições de Rorschach (15 de agosto) e Dr Manhattan (22 de agosto), já é possível perceber que "Before Watchmen" não chegará aos pés da obra original. Se é devido à ausência de Moore no projeto ou se não há realmente nada mais de interessante que possa ser contado com os personagens, só saberemos em janeiro de 2013, quando a saga chegará ao fim.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

FIQUE DE OLHO: DEFIANCE

Nova produção de Rockne S. O’Bannon promete agradar fãs de ficção científica.

Parece que foi ontem que li pela primeira vez sobre "Farscape" na finada revista Sci-fi News. O seriado, uma produção australiana, surgiu timidamente mas tornou-se um grande sucesso da noite para o dia (e futuramente ganhará um post aqui). Recentemente, Rockne S. O’Bannon, o criador da série, voltou a virar notícia com o anúncio de sua mais recente produção: Defiance. Por ser fã de Farscape, devo confessar que expectativas começaram a surgir!

A série, que deverá estrear só em abril de 2013, narra os acontecimentos 30 anos após uma guerra travada entre terráqueos e os Votans, uma raça alienígena que, desde a destruição de seu planeta natal, procura por outro para habitar. A guerra não teve vencedores e ambas espécies decidem (tentar) viver em harmonia.

Inicialmente, a série terá 13 episódios em sua 1ª temporada e deverá ser uma mistura de Terra - Conflito Final e V

As fotos divulgadas mostram um cuidadoso trabalho visual. Confira aqui o primeiro trailer teaser da série, exibido na Comic-Con 2012.

sábado, 21 de julho de 2012

MULHER-MARAVILHA: É POSSÍVEL

Animação da DC mostra que é possível, sim, um longa metragem da heroína amazona.

Se todo mundo achava inviável, eu não sei, mas eu sempre torcia o nariz quando ouvia falar sobre a produção de um possível longa metragem baseado nas aventuras da Mulher-Maravilha. Convenhamos: uma heroína que combate o crime de maiô? Um avião invisível? Esses aspectos podem funcionar nas HQ's mas nas telonas ficaria tudo muito brega!

Recentemente assisti ao longa de animação da DC Comics Wonder Woman. O projeto em si - DC Universe Animated Original Movies, veja a lista completa de títulos na wikipedia - já merece destaque (e um post próprio) por levar às telas, mesmo que só às da TV, as aventuras de heróis como Superman, Lanterna Verde, Liga da Justiça e etc como nós gostaríamos de ver nos cinemas. E o excelente tratamento dado à princesa de Themyscira me fez derrubar alguns preconceitos em relação ao aguardado-de-longa-data filme da heroína.

Primeiramente vamos esquecer nomes como Madonna, Beyoncé e Megan Fox que já foram cogitados para interpretar a heroína. Na verdade, toda e qualquer jovem atriz que já fez sucesso chegou a fazer parte da lista de rumores sobre quem interpretaria a princesa guerreira. Entretanto, creio que o sucesso do filme estaria mais em sua produção/roteiro e que um nome desconhecido seria a melhor opção. Quem assistiu à animação citada acima com certeza imaginou que a batalha "espartana" da primeira cena funcionaria muito bem no cinema. Então, assim como Thor, a primeira aventura de Diana nas telonas deveria focar em suas origens e em sua relação com a mitologia grega, revelando uma história mais relacionada aos deuses e seus monstros do que a inimigos do "mundo real".

Cenas do longa de animação Wonder Woman, de 2009, mostrando que
a heroína pode originar ótimas sequências de ação.

O traje da heroína continuaria sendo um problema. O tradicional "maiô" não funciona de forma alguma! É o clássico, os fãs mais radicais enlouqueceriam com a mudança, mas ele deve ser abandonado. E os produtores da já cancelada série da Warner perceberam isso: colocaram uma calça na heroína. Não ajudou e ainda parecia uma fantasia. Em minha opinião, o problema está nas cores: muito vivas, muito berrantes. Ao assumir tons voltados para o marrom, ao estilo das roupas de soldados gregos e espartanos, creio que a Mulher-Maravilha poderia ser levada mais à sério. De repente, algo similar às roupas da Xena.

Da esquerda para a direita: Lynda Carter, com o "maiô" tradicional da heroína na produção dos anos 70.  Adrianne Palicki, no piloto da Warner de 2011: agora vestindo calças, mas com a mesma aparência de fantasia. Lucy Lawless, como Xena: estilo de traje mais guerreiro e menos colorido
Finalmente, os mais fanáticos deveriam abandonar duas outras características da heroína: o tal jato invisível  - que, ao meu ver, não deveria existir em mídia alguma - e o laço da verdade, cuja maior função é remeter à fantasia masculina de ser amarrado por uma beldade.

Produtores hollywoodianos, leram esse post? É só fazer certinho e logo, logo podemos começar a pensar no filme da Liga (que funcionará melhor depois que todos seus membros - ou a maioria deles - já tiver tido sua experiência solo nos cinemas, a exemplo de "Os Vingadores" da Marvel).