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sábado, 16 de junho de 2012

NOVA SÉRIE: CONTINUUM


Produção canadense promete ser a surpresa da temporada.

Quando terminei de assistir Battlestar Galactica, a série de 2004, fique órfão.  Sabia que seria difícil achar um seriado BOM de ficção-científica mas continuei tentando. Tentei Fringe e apesar de ter gostado, não despertou o mesmo sentimento de Battlestar (talvez por isso ainda nem tenha terminado a segunda temporada). V começou com uma proposta muito boa mas se perdeu justamento quando deveria ser seu ápice: o episódio final da primeira temporada - nem assisti à segunda. Alcatraz soava melhor nas sinopses que lia na internet do que nos episódio propriamente ditos. Quando estava prestes a começar um bom e velho seriado de Gene Roddenberry, eis que surge na internet um burburinho sobre um tal Continuum.

Produzido pela Showcase (canal canadense - o que já tirou um pouco de crédito, afinal, de quantas produções canadenses vocês se lembram?), o seriado estreou timidamente em 27 de maio. O ano é 2077. O mundo é uma distopia na qual os governos entraram em colapso e megacorporações controlam o planeta através de um sistema de câmeras altamente difundido. É o Big Brother da obra 1984, de George Orwell. Em uma sociedade onde a liberdade social das pessoas lhes foi tirada, um grupo de "terroristas" luta para derrubar o sistema e libertar seus cidadãos. 

Após matar centenas de pessoas ao explodir o parlamento canadense, a facção terrorista é presa e todos seus membros são condenados à morte. Porém, no exato momento em que seriam executados eles conseguem escapar, viajando no tempo para os dias atuais. Junto a eles, acidentalmente vem Kiera Cameron, uma protetora - a polícia do futuro. O objetivo dos terroristas é iniciar a guerra que impedirá a queda dos governos garantindo assim a liberdade no futuro. No outro extremo, temos Kiera, decidida a localizá-los e levá-los de volta à 2077. Obviamente, Kiera precisa manter segredo sobre sua identidade e a única pessoa com quem pode se comunicar livremente (embora não pessoalmente) é o adolescente Alec Sadler, responsável por criar toda a rede de vigilância do futuro - daí o motivo dele conseguir contato com Kiera através do programa que ele ainda está desenvolvendo. O final do episódio piloto deixa em aberto o futuro de Sadler: seria ele um vilão?

Continuum tem provado ser um bom thriller, recheado de cenas de ação e pronto para mostrar, a cada episódio, um novo gancho que criará uma boa história nos próximos episódio. Ou não. A série ainda está em seu terceiro episódio e ainda é cedo para dizer se será um grande sucesso, muito embora possamos afirmar que os episódios são melhores do que se esperava. Para os fãs de Arquivo X, a aparição de William B. Davis - o eterno Canceroso - na série já vale uma espiada. 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

TEMPO É DINHEIRO, SIM!

Despercebido nos cinemas, "O Preço do Amanhã" (In Time) é uma boa opção de ficção científica para se ver em casa.

Em um futuro próximo, no qual os cientistas conseguiram destruir o gene do envelhecimento, o tempo realmente é dinheiro. As pessoas param de envelhecer aos 25 anos, porém, só têm mais um ano de vida - ano esse contado em um relógio digital no antebraço de cada ser humano. E é esse o tempo usado como moeda corrente. Um café? 2 horas. Uma passagem de ônibus? Mais duas horas. Aqueles que forem ricos podem esbanjar 8 semanas em apenas uma refeição. Mas os mais pobres devem trabalhar o dia todo somente para garantir mais 24 horas de vida.

Escrito e dirigido por Andrew Niccol (de "O Show de Truman", "O Senhor das Armas" e do excelente "Gattaca - Experiência Genética"),  "O Preço do Amanhã" começou a despertar meu interesse ainda em sua pré-produção mas somente após seu lançamento em DVD é que pude conferir a produção.

Will Sallas (Justin Timberlake) ganha mais de um século de horas de vida após salvar Henry Hamilton, um milionário da Zona de Tempo número 4 - uma das mais ricas do planeta, das mãos da Máfia do Tempo. No entanto, com o suicídio de Hamilton, Sallas passa a ser perseguido pelos Guardiões do Tempo, a polícia responsável por que cada habitante da periferia não tenha muito tempo de vida - controlando assim o crescimento populacional numa sociedade imortal. Will Sallas passa então a combater um sistema corrupto e injusto onde o poder (nesse caso, as horas) se concentra nas mãos de poucos enquanto milhares morrem diariamente pelas zonas mais pobres.

O roteiro, que poderia enveredar por caminhos e discussões sociais mais profundas, mantem-se leve sabendo dosar drama e ação e, embora o personagem principal não seja desenvolvimento por completo, o filme cumpre com seu papel de ficção-científica séria, porém descompromissada.

Para aqueles que sentem falta de uma distopia, vale a pena conferir.